É real ou imaginário? continuidade, conseqüência?

por Edivar Bedin em 31/12/2010
3 comentáriosComments

(Eu sempre quis filosofar)
31 de Dezembro deveria ser o último dia do ano, pois, às 00:00 iniciamos o ano de 2011.
Não é bem assim. Ou é?
Por mais que o nosso imaginário, tradições, crenças e vontades nos levem a acreditar nisso, não há fim nem começo ou recomeço. Não há hoje, ontem ou amanhã. Desde que nascemos o que fazemos, fizemos ou faremos, depende de nós e das circunstâncias do momento. Existe o momento, o resto é tudo continuidade e conseqüências.
Ninguem segue extamente igual ao outro, a linha da vida – nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. Até porque essas fases foram definidas por nós, exceto o nascer e o morrer. Elas (fases) poderiam ser aumentadas ou diminuídas, depende.
Encontramos pessoas que parecem nunca sair e outras, que querem retornar a uma dessas fases. Sempre idealizando uma ou outra.
A nossa existência é real porque alguem acredita, imagina, que goste ou não da gente. Não existimos para quem não nos conhece.
A lembrança também dá existência à quem não mais existe fisicamente. Conseguimos vislumbrar nossos entes queridos que morreram, então eles existem, estão e continuam vivos, em nossa memória.
Não há divisor de tempo. Uma tempestade que iniciasse as 23:00 horas de hoje estenderia suas conseqüências por vários dias, não só aqui, localmente. Afetaria a muitos, daqui e de mais longe. E agora? Se, nos primeiros dias do mês de Janeiro formos assolados por uma catástrofe, seria por causa do destino, do azar ou o ano de 2011 é ruim, já veio estragado?
2011- como tal, é o número convencionado para ser usado por um período de tempo como referência DATA-ANO e como tal, não goza de unanimidade.
Em resumo: a vida é uma existência com duração limitada, com início e fim, com ações e conseqüências, esperanças e realidade, não se mede com tempo, podemos fazer o que quisermos, individualmente somos responsáveis per si por ela. Para a convivência pacífica ou não criamos regras. Regras não são unanimemente aceitas porém, por ter sido decisão da maioria todos devemos respeita-las.

Em 2011 assumem novos governos, velhos políticos, que aparentam ter o mesmo ideal (do bem) que nós. Nós os escolhemos porque acreditamos e  confiamos, mesmo tendo nos decepcionado com todos os que os antecederam. Eles nos dirão como será nossa vida. Ditarão, irão modificar, alterar, criar, suprimir as regras. Imaginamos que seja para o nosso bem, no entanto na realidade poderá ser outra a intenção principal.

Lula não é mais Presidente. Isso é passado. Dilma É a Presidente. É fato. Ao primeiro, as avaliações e as conseqüências. Para a segunda, as esperanças, expectativas, incertezas, torcer para ser ou não ser, nem mesmo nós sabemos bem, o que.


Categorias: Geral, Pessoal

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  • anne.

    >o que dá sentido à existência é o que fazemos do tempo. e o tempo é, tão somente, o que fazemos da nossa existência.
    apesar de ser convencionalmente (de)marcado para todos, o tempo é singular a cada um.
    eu sou dona do tempo. você é dono do tempo. abstração complexa. realidade egoísta – alguns diriam – e quase inalcançável… para quem mede o tempo, em números.

    que o seu 2011 seja muito mais que um número, contagem sincronizada de relógios…
    que ele seja e tenha todo o tempo que você quiser!

    beijoss
    anne


  • solange baumer

    >Já que vc no início perguntou se é real ou imaginário,continuidade ou consequencia.Responderei por mim mesma.Pra mim a virada de ano em si nada representa,porque ensaiei e andei os primeiros passos de 2011 já em 2010,bem antes das lojas enfeitarem-se pras festas.Dessa forma…vivo hoje não um "recomeço",mas a continuação dos projetos que iniciei.
    Que em 2011 vc dê continuidade aos seus projetos e encontre muitos motivos para festejar a vida como ela merece ser vivida.Feliciades sempre!


  • Ciro

    >Feliz 2011 amigo! Abração Ciro

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