AS ELEIÇÕES E A SEGURANÇA PÚBLICA

por Edivar Bedin em 17/08/2010
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É no período eleitoral, por meio dos candidatos, que vemos exposto o potencial humano de enganar aos seus semelhantes.

Alguns candidatos sequer sabem do que estão falando, quando se referem aos programas para resolver as questões que envolvem a Segurança Pública. A solução, segundo eles, está em aparelhar, investir em equipamentos, valorizar as categorias e implementar programas. Citam o tolerância zero – mundialmente conhecido após a experiência de combate à criminalidade implementada na cidade de Nova Iorque, a partir de 1993, pelo prefeito republicano Rudolph Giuliani e pelo Chefe do Departamento de Polícia local, Bill Bratton.- E os programas brasileiros, Polícia Comunitária e as recém criadas Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro.
Esses Programas são resultado de um bem elaborado trabalho de marketing visando dar uma resposta qualquer, com muita visibilidade, porém, tem pouco ou nenhum efeito prático na redução da criminalidade e da violência. Proximidade é a palavra-chave utilizada.
A Polícia deve estar próxima, sim, do bandido; perto dos locais em que ele age ou pretende agir. Mas para que isso ocorra é preciso saber quem é ele, identificar, conhecer suas táticas, com quem anda, onde mora etc.

A Segurança Pública é muito mais do que uma sensação. É resultado de ações bem planejadas, avaliadas e  principalmente, do envolvimento direto daqueles em função de Comando, Chefia  ou Direção, no território que lhes compete.
O planejamento ou Plano de ações inicia com a identificação dos crimes (tipos) que mais ocorrem/incomodam.
O Plano de ações deve ser elaborado pelos Comandantes, Chefes e Diretores. É deles que deve ser cobrado o  resultado, pois, é deles a competencia para a definição das estratégias e táticas à serem adotadas na área jurisdicional (território) que lhe compete.
Cada cidade tem suas caracteristicas peculiares. Para identifica-las será obrigatório para eles, conhecer e saber tudo à respeito da comunidade, da criminalidade e criminosos e tambem, aplicar corretamente os meios e recursos disponíveis.
Não há resultado positivo sem dedicação, trabalho, estudo, pequisa e, ir à luta.
Dos Comandantes e Chefes deve-se exigir competência e resultados. A missão será diminuir os índices (comprovados) responsabilizando-se pelos resultados e suas consequëncias.
Os Policiais, à priori, são funcionários públicos e como tal, alguns TEM vocação e outros…nem tanto.
E só assim, pelo resgate dos vocacionados, que poderemos viver numa sociedade onde a criminalidade seja mantida em níveis toleráveis.
Segurança Pública é também, resultado da correta aplicação dos recursos, da eficiência das pessoas e a eficácia das ações por elas realizadas.
Os Policiais devem ser distinguidos pelos seus feitos e resultados e, não pela simpatia de políticos.
RESUMINDO: Candidatos, digam apenas: “Vou escolher um Secretário de Segurança, TÉCNICO e vou respeitá-lo“. “Vou suprir suas necessidades, vou providenciar recursos, material e humano. E vou cobrar, rigorosamente, resultados positivos.”
Pronto, só isso.


Categorias: Geral, Pessoal

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  • Jorge Prudencio

    >"…, pelo resgate dos vocacionados, que poderemos viver numa sociedade onde a criminalidade seja mantida em níveis toleráveis." São suas as palavras que, adaptadas, se aplicam a todos os casos de profissionais bem-sucedidos. Pouco ou nada entendo de Segurança Pública, mas na minha formação a linha de raciocínio é: VOCAÇÃO. Parabéns!

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