Bonnie Tyler e a ESPERANÇA

Pontualmente 02:45 horas, perdi o sono, até que eu tentei, tampouco adiantou exercício de relaxamento, concentração, que nada! Liguei o notebook, coloquei fone de ouvido, procurei na biblioteca de músicas pela Bonnie Tyler, e mandei ela cantar (no modo “repetir”) It’s A Heartache. Pelo menos, deu vontade de escrever. Sobre o assunto não consegui pensar em nada. De acordo com ela, a Bonnie – já estamos íntimos, na trigésima repetição – devo falar de ESPERANÇA. Continuar lendo Bonnie Tyler e a ESPERANÇA

POR LEI o Brasil é o país da IMPUNIDADE

Não deu, era para passar despercebido, não consegui ficar indiferente. Eu, que me considero o “maior enxugador de gelo” de Joinville, fiquei arrepiado, de raiva, decepção e finalmente, decepcionado.

Não gosto de “copiar e colar”, mas, o trecho abaixo é integralmente feito por esse método. Não consigo, por enquanto, pensar em algo melhor. Dá para entender, o suficiente. LEIA COM ATENÇÃO HÁ MUITO EM JOGO, NESSE JOGO E, NÓS JÁ PERDEMOS.

Com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no país” – Des. Fausto de Sanctis Continuar lendo POR LEI o Brasil é o país da IMPUNIDADE

Tsunami no Japão, Chuvarada no Brasil

Hoje, dia 11 de março de 2011, de repente, como devem ser as tragédias, o mundo foi surpreendido com uma notícia:

“Forte terremoto provoca tsunami e mata centenas no Japão – Terremoto de 8,9 graus de magnitude – o maior da história do país – provoca destruição em dezenas de cidades e vilarejos”

(…) “De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior terremoto  registrado no Japão, o sétimo maior desde que os abalos começaram a ser listados e o quinto maior desde 1900. O tremor ocorreu às 14h46 do horário local (2h46 de Brasília) e teve epicentro no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Na quarta-feira, um tremor de 7,3 foi registrado na mesma área. O tremor foi 8 mil vezes mais forte do que o abalo que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, no mês passado, disseram cientistas.” (…) (Fonte: http://is.gd/33KQVt)

Foi no JAPÃO, ainda bem. Afinal, o Japão é o país mais desenvolvido e ao mesmo tempo, preparado, para eventos dessa natureza, literalmente. Apesar da destruição, milhares de vidas foram salvas a tempo. E se tivesse ocorrido num país atrasado e despreparado como o Brasil? O MUNDO inteiro estaria de luto pelas dezenas de milhares de mortos. Chamaria à atenção, a quantidade imensa de mortos. Continuar lendo Tsunami no Japão, Chuvarada no Brasil

Agentes de Trânsito – Ações legais ou ilegais?

As opiniões que manifestei no twitter e na imprensa, a respeito da atuação da CONURB por intermédio dos agentes de trânsito, não se trata de “mera” opinião pessoal. Tampouco tem origem por discordância ou desentendimento a respeito da partilha dos valores arrecadados. Continuar lendo Agentes de Trânsito – Ações legais ou ilegais?

SEGURANÇA INTERATIVA

Em maio de 1995, após palestra sobre o Sistema Qualidade Total, realizada na Associação Comercial e Industrial de Xanxerê (ACIX) proferida pelo Prof. Faustino Vicente, Presidente da Associação Anhanguera, de Campinas SP.
Depois da palestra indaguei a ele sobre a possibilidade de implantação do Sistema, no Quartel sob meu comando. O professor afirmou ser impossível, pois nunca ouvira falar de que em algum Estado, no serviço público fosse implantado o Sistema de Qualidade Total.
Disse também, que não acreditava ser possível, pelas características da prestação dos serviços pelo Estado. Continuar lendo SEGURANÇA INTERATIVA

O início da Carreira

Em 1984 após a Operação Veraneio, como Aspirante a Oficial, fui transferido de Florianópolis para o 2º. Batalhão, em Chapecó.
Havia como hoje, poucos Oficiais. Desempenhei função de Comando do Corpo de Bombeiros, Comandante da 3ª. Companhia (sede) e Chefe da P2, simultaneamente.
Foi uma época difícil. Havia conflitos entre índios e colonos, na Sede Trentin, com constantes enfrentamentos. Fiquei 117 dias, em Comando de um Pelotão, de controle de acesso à área de conflito. Nosso Quartel era uma barraca. Quando fui substituído, a barraca estava quase totalmente podre.
Havia também, o recém-criado Movimento Sem-Terra (MST) – um dos criadores o Bispo Dom José Gomes da diocese de Chapecó – que com suas constantemente ocupações, nos envolviam, para a “reintegração de posse”. Em sua maioria, todas com enfrentamentos, feridos e até mortes. (Farei um tópico à parte)
Em 28 de agosto de 1987 foi criado/ativado o 2º Pelotão de Polícia Militar na cidade de Xanxerê. O Pelotão tinha área de Jurisdição envolvendo 08 municípios da região. A sede do Pelotão era a mesma, onde ficava o Destacamento, comandado por Sargento, na Rua “Tenente Antônio João”. O quartel era uma casa pequena, de madeira, com três cômodos, alugada, e a tropa, vinte e dois Policiais Militares para uma cidade com 35.000 hab.
Eu estava no Posto de 1º. Tenente e fui designado para comandá-lo. Relutei, pois, estava cursando a faculdade de Direito na UNOESC e seria um transtorno.
Não teve jeito. Fui, na marra.
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É real ou imaginário? continuidade, conseqüência?

(Eu sempre quis filosofar)
31 de Dezembro deveria ser o último dia do ano, pois, às 00:00 iniciamos o ano de 2011.
Não é bem assim. Ou é?
Por mais que o nosso imaginário, tradições, crenças e vontades nos levem a acreditar nisso, não há fim nem começo ou recomeço. Não há hoje, ontem ou amanhã. Desde que nascemos o que fazemos, fizemos ou faremos, depende de nós e das circunstâncias do momento. Existe o momento, o resto é tudo continuidade e conseqüências.
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Comerciais em canais de TV por assinatura

Quem contrata os serviços de Tv por assinatura, paga para fugir dos longos e nada criativos intervalos comerciais; paga pelo serviço para ter acesso à variedade de conteúdos produzidos em várias partes do mundo. Quer ver filmes e seriados sem interrupção constante dos comerciais, esse é o principal diferencial.
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AS ELEIÇÕES E A SEGURANÇA PÚBLICA

É no período eleitoral, por meio dos candidatos, que vemos exposto o potencial humano de enganar aos seus semelhantes.

Alguns candidatos sequer sabem do que estão falando, quando se referem aos programas para resolver as questões que envolvem a Segurança Pública. A solução, segundo eles, está em aparelhar, investir em equipamentos, valorizar as categorias e implementar programas. Citam o tolerância zero – mundialmente conhecido após a experiência de combate à criminalidade implementada na cidade de Nova Iorque, a partir de 1993, pelo prefeito republicano Rudolph Giuliani e pelo Chefe do Departamento de Polícia local, Bill Bratton.- E os programas brasileiros, Polícia Comunitária e as recém criadas Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro.
Esses Programas são resultado de um bem elaborado trabalho de marketing visando dar uma resposta qualquer, com muita visibilidade, porém, tem pouco ou nenhum efeito prático na redução da criminalidade e da violência. Proximidade é a palavra-chave utilizada.
A Polícia deve estar próxima, sim, do bandido; perto dos locais em que ele age ou pretende agir. Mas para que isso ocorra é preciso saber quem é ele, identificar, conhecer suas táticas, com quem anda, onde mora etc. Continuar lendo AS ELEIÇÕES E A SEGURANÇA PÚBLICA

CRACK: UMA EPIDEMIA

O CRACK: Surgiu no início da década de 80, como uma jogada dos narcotraficantes para democratizar o uso da cocaína que por seu alto custo, impedia o acesso das classes sociais mais baixas. Por isso não é uma droga nova, é uma nova via de administração da cocaína. É um subproduto que resulta em pequenos grãos, é fumado em cachimbos. Contem menos cocaína em sua elaboração, porém, tem efeito semelhante e tão potente quanto ao de cocaína injetada. O efeito dura menos do que a cocaína inalada, é mais potente e o efeito inicia mais rápida e intensamente. O crack começou a ser usado em meados de 1990, na periferia de São Paulo e em menos de dois anos, alastrou-se pelo Brasil.

Ao ser inalado leva de 10 a 15 segundos para chegar ao cérebro e produzir efeito: euforia, indiferença à dor, à fome, ao sono, ao cansaço. O efeito dura de 3 a 10 minutos, muito pouco. Não precisa mais do que três ou quatro cachimbadas para tornar-se um dependente, viciado.
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CUSPARADA NA CARA

Hoje é domingo, final da copa do mundo. Holanda e Espanha disputam a final. Fiquei impressionado com o que li, a respeito de uma agressão sofrida pelo Rodrigo Santos, locutor de uma rádio de Brusque. Foi no final do jogo JEC X Brusque, ontem. Tal delfinzinho da FCF com mais três amigos, invadiu a sala de imprensa e agrediu o repórter, que foi hospitalizado.
Aparenta ser um ato de covardia, simples. Mas não é. O agressor já foi preso de maio de 2007 a junho de 2008, por tráfico de drogas.
Porque uma pessoa com esses antecedentes ainda está solta? Pelo mesmo motivo que centenas de outros também não estão presos:
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As Lições do meu INFARTO

Considerando que a boa intenção serve de motivação, repasso a minha experiência com INFARTO – causado por ESTRESSE (stress). Esse tipo de infarto não discrimina. É PARA TODOS NÓS, estressados. Muitos descrevem as sensações como, dor aguda no peito que se espalha pelas costas, amortecimento do braço e que, logo depois vem o desmaio etc.  Por experiência própria e, no meu caso: A dor no peito não foi TÃO aguda no início, nem se espalhou pelo braço, costas… nem fiquei inconsciente, ao contrário. O desconforto manteve minha atenção. Como eu disse – no meu caso –  parecia indigestão. 
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O Governador e a legalização do bico

O Governador anunciou que pretende legalizar o bico dos Policiais (atividade extra, normalmente feita em horário de folga). Os Policiais Militares não podem exercer outras atividades que não seja o magistério. Tampouco ter empresa própria ou associar-se a uma.

O BICO: Na segurança pública, os policiais são procurados por empresas, para serviços (bicos) de segurança eventual, escoltar pessoas, cobranças etc. Atualmente, o policial faz bico (clandestino) normalmente à noite, durante o período que teria de folga, depois do seu turno de serviço.

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A PMSC e as PROMOÇÕES

A carreira policial militar é fascinante, porém, ao final torna-se frustrante quando se trata da promoção ao último posto: Coronel.

A pré-seleção dos candidatos ocorre na Comissão de Promoção de Oficiais.  A Comissão vota em sistema de pontuação, e encaminha em lista ao Exmo Sr Governador, que escolhe (da listagem) os Oficiais para a Promoção. Em muitos casos o Governador segue orientação do Comandante-Geral e do Secretário de Segurança.
Porém, às vezes baseia a sua escolha em indicações. (Não considero errado, pois, tratando-se de escolha quanto mais informações tiverem, melhor decidirão).

Um duplo atentado – à PAZ no campo

Eu havia postado outro texto. Fiz algumas modificações, fui um pouco mais contundente e objetivo. Encaminhei para a Editora Abril – revista VEJA – solicitei que publicassem, preferencialmente, sem alterar o conteúdo. Compartilho abaixo, com você o pensamento (minha teoria). No final do meu texto tem o link para a origem da minha indignação. Dê-me a sua opinião a respeito. Agradeço.

Inconformado, quase não acreditei no que lia, principalmente porque seu autor é o respeitável senhor Maílson da Nóbrega. Sou Oficial da Policial Militar de Santa Catarina e acredito que a paz é possível.

Eu já tinha ouvido falar que o eletrocardiograma de economistas e banqueiros é uma linha reta, agora, pude comprovar….
Desde que surgiram os conflitos agrários, a cada Mandado de Reintegração de Posse cumprido, com emprego de força, do aparato policial, ocorrem muitas vítimas; às vezes em tal quantidade que viram “massacre”.
A recomendação formal pela busca da Conciliação, contida no 3º. PNDH não é novidade. Em 2001 quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Ouvidoria agrária Nacional, com a colaboração de um grupo denominado de “Comissão Nacional de Prevenção de Tensões e conflitos Sociais no Campo” lançou uma cartilha denominada: “Termo de Referência de Atuação em Tensões e conflitos sociais no Campo”. Estava lá, a mesma recomendação.
O senhor Maílson referiu-se à mesma recomendação, contida no Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (3º. PNDH) classificando-a como, um amontoado de idéias autoritárias, um duplo atentado ao direito de propriedade, pois, se aceita como natural a invasão de imóveis rurais e urbanos. Que viola a independência dos juízes, que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Ele atribuiu à mediação de conflitos uma intimidação ao magistrado, vinculou a sentença à audiência coletiva. E definiu: (…) violação da independência dos Juízes que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Equivocou-se o senhor Maílson nas suas interpretações, por que: “Se” a invasão é aceita como natural, não haveria o conflitos. E, não existe a menor chance de um Juiz ser “impedido” de emitir liminar. Experimente, por qualquer meio, e sentirá o “Poder” da Justiça.