Democracia. Justiça, sem justiçamento!

Creio, que somos humanos por nossa capacidade de sentir compaixão pelo sofrimento alheio. Creio, que, ao contrário, quando não mais sentirmos compaixão ou piedade pelo sofrimento alheio, somos dispensáveis e, portanto, desprovidos de razão para a existência.

Creio, que a figura da divindade, associada ao amor e a compaixão incondicional, é, no sentido figurativo, a DEMOCRACIA.

Democracia, é a liberdade de associação, de expressão, sem privilégios de classe, sem distinções e preconceitos. É JUSTIÇA sem justiçamento. É tratar diferentemente os desiguais. É punir os culpados e absolver os não culpados, já que quem comete crime não é inocente.

Sou Policial Militar por vocação, a mais de trinta anos. Estou em fim de carreira. Dediquei esse tempo à minha profissão, mantive a  integridade ética e moral, trabalhei incansavelmente pois tenho quase todos meses que correspondem a licença-especial e nunca gozei, na integralidade, as férias.

Acredito que o funcionário público, se usar toda capacidade, o poder, que o estado lhe empresta, poderá mudar situações desfavoráveis e melhorar o ambiente em que se insere. Assim, enquanto Comandante de Batalhão em Joinville, ao concluir que o crime de roubo causa grande sofrimento às vítimas, que tem em si três violências embutidas, física, material e psicológica, decidi mudar o panorama. Decidi que as vítimas teriam atenção especial e criei o PÓS-CRIME – http://is.gd/wCqSNc – Resultado: Atingimos o recorde de menor índice de roubos, em dez anos. VIDEO com matéria: http://is.gd/6OMrnM –  No mesmo período em todas as cidades essa modalidade de crime só aumentou.

Em Joinville os mais agradecidos foram os Lojistas representados pela CDL – VÍDEO com matéria: http://is.gd/gqJDvW

Pouco mais de trezentos policiais militares para uma cidade com quase seiscentos mil habitantes fizeram a diferença, dedicaram-se, muito alem do que era sua obrigação, foram incansáveis. Tornaram-se o braço forte que protege o cidadão.

Mas, se meia dúzia deles cometesse um erro, seria justo culpar a todos? Seria justo condenar o COMANDANTE?

Tudo isso é para que você leia o que escreveu Reinaldo Azevedo em seu Blog: Polícia de SP enfrenta seu pior inimigo: a ideologia vagabunda. Continuar lendo Democracia. Justiça, sem justiçamento!

POR LEI o Brasil é o país da IMPUNIDADE

Não deu, era para passar despercebido, não consegui ficar indiferente. Eu, que me considero o “maior enxugador de gelo” de Joinville, fiquei arrepiado, de raiva, decepção e finalmente, decepcionado.

Não gosto de “copiar e colar”, mas, o trecho abaixo é integralmente feito por esse método. Não consigo, por enquanto, pensar em algo melhor. Dá para entender, o suficiente. LEIA COM ATENÇÃO HÁ MUITO EM JOGO, NESSE JOGO E, NÓS JÁ PERDEMOS.

Com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no país” – Des. Fausto de Sanctis Continuar lendo POR LEI o Brasil é o país da IMPUNIDADE

REUNIÃO NO COMANDO GERAL SOBRE CONVÊNIO DE TRÂNSITO

Manifestei na mensagem anterior o MEU ponto de vista a respeito da atuação dos Agentes de Trânsito (CONURB), em ações que denominamos BLITZE (Operações) de trânsito. Não admitimos abusos de quem quer que seja contra o Direito e à dignidade das pessoas. As operações são necessárias, porém, dentro dos limites da Lei. Continuar lendo REUNIÃO NO COMANDO GERAL SOBRE CONVÊNIO DE TRÂNSITO

Agentes de Trânsito – Ações legais ou ilegais?

As opiniões que manifestei no twitter e na imprensa, a respeito da atuação da CONURB por intermédio dos agentes de trânsito, não se trata de “mera” opinião pessoal. Tampouco tem origem por discordância ou desentendimento a respeito da partilha dos valores arrecadados. Continuar lendo Agentes de Trânsito – Ações legais ou ilegais?

Jornal do Almoço RBS Joinville – Setor de Pós-Crime do 8º BPM e o recorde com o menor índice de roubos em dez anos. 18/01/2011

Jornal do Almoço RBS Joinville – matéria sobre o setor de Pós-crime do 8º Batalhão de Polícia Militar. recorde na diminuição de roubos, em dez anos. – Veículada no dia 18/01/2011.

Fonte: http://8bpmsc.inf.br/portal

CUSPARADA NA CARA

Hoje é domingo, final da copa do mundo. Holanda e Espanha disputam a final. Fiquei impressionado com o que li, a respeito de uma agressão sofrida pelo Rodrigo Santos, locutor de uma rádio de Brusque. Foi no final do jogo JEC X Brusque, ontem. Tal delfinzinho da FCF com mais três amigos, invadiu a sala de imprensa e agrediu o repórter, que foi hospitalizado.
Aparenta ser um ato de covardia, simples. Mas não é. O agressor já foi preso de maio de 2007 a junho de 2008, por tráfico de drogas.
Porque uma pessoa com esses antecedentes ainda está solta? Pelo mesmo motivo que centenas de outros também não estão presos:
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A revista VEJA é uma porcaria, parcial e tendenciosa

O espaço Cartas do leitor da revista Veja, em vez de ser um espaço para participação e interação efetiva, concentrando ali a presumível pluralidade e também as divergências de opinião, ao contrário, é utilizado como um instrumento para legitimar opiniões dos articulistas e a linha política do editorial e, da própria publicação.
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Um duplo atentado – à PAZ no campo

Eu havia postado outro texto. Fiz algumas modificações, fui um pouco mais contundente e objetivo. Encaminhei para a Editora Abril – revista VEJA – solicitei que publicassem, preferencialmente, sem alterar o conteúdo. Compartilho abaixo, com você o pensamento (minha teoria). No final do meu texto tem o link para a origem da minha indignação. Dê-me a sua opinião a respeito. Agradeço.

Inconformado, quase não acreditei no que lia, principalmente porque seu autor é o respeitável senhor Maílson da Nóbrega. Sou Oficial da Policial Militar de Santa Catarina e acredito que a paz é possível.

Eu já tinha ouvido falar que o eletrocardiograma de economistas e banqueiros é uma linha reta, agora, pude comprovar….
Desde que surgiram os conflitos agrários, a cada Mandado de Reintegração de Posse cumprido, com emprego de força, do aparato policial, ocorrem muitas vítimas; às vezes em tal quantidade que viram “massacre”.
A recomendação formal pela busca da Conciliação, contida no 3º. PNDH não é novidade. Em 2001 quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Ouvidoria agrária Nacional, com a colaboração de um grupo denominado de “Comissão Nacional de Prevenção de Tensões e conflitos Sociais no Campo” lançou uma cartilha denominada: “Termo de Referência de Atuação em Tensões e conflitos sociais no Campo”. Estava lá, a mesma recomendação.
O senhor Maílson referiu-se à mesma recomendação, contida no Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (3º. PNDH) classificando-a como, um amontoado de idéias autoritárias, um duplo atentado ao direito de propriedade, pois, se aceita como natural a invasão de imóveis rurais e urbanos. Que viola a independência dos juízes, que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Ele atribuiu à mediação de conflitos uma intimidação ao magistrado, vinculou a sentença à audiência coletiva. E definiu: (…) violação da independência dos Juízes que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Equivocou-se o senhor Maílson nas suas interpretações, por que: “Se” a invasão é aceita como natural, não haveria o conflitos. E, não existe a menor chance de um Juiz ser “impedido” de emitir liminar. Experimente, por qualquer meio, e sentirá o “Poder” da Justiça.