CHAPECÓ – Noventa e nove anos do “Local donde se avista o caminho da roça.”

postado por Edivar Bedin em 05/08/2016

A Polícia Militar Catarinense foi criada em 05 de Maio de 1835. Completou 181 anos recentemente. Por isso, a história das cidades de Santa Catarina confunde-se com a da Polícia Militar.

Na história da PM consta que o engenheiro Coronel Bertaso e o Tenente João Cândido Marinho do 2BPM, agrimensor, trabalharam juntos para planejar e definir o alinhamento das ruas, quadras etc. A perfeição do alinhamento foi exata. Com uma bússola na rótula próxima da catedral, na Av. Getúlio Vargas no monumento “marco zero”, pode ser conferido o alinhamento das ruas com os pontos cardeais.

A minha história profissional também iniciou aqui, onde iniciei minha carreira como Aspirante à Oficial. Nos vinte anos vividos em Chapecó, vivenciei as transformações sociais e urbanas que ocorreram na cidade e na região. As transformações e mudanças afetaram a vida das pessoas, algumas de forma radical.

Muita gente de outros Estados e regiões ao optarem morar aqui, nos ajudou a construir, alterando o conservadorismo das famílias tradicionais com as facilidades da modernidade.

Pelo meu ponto de vista e buscando o passado como referência, ao projetar o futuro, diria que para a Polícia Militar e a segurança pública, as mudanças que ocorreram foram mais estéticas do que efetivas. Como sempre, as pessoas, é que fazem a diferença. O oestino em sua maioria é guerreiro, não há obstáculo que interfira na força de vontade desse povo. Isso faz a diferença quando somos relegados na divisão de recursos e meios. A prioridade sempre foi e será a Capital e o litoral território longilíneo com largura de no máximo 200 Km.

Aqui, na Capital do Oeste nossa área territorial é muito extensa, impossibilitando termos uma atuação administrativa e Operacional eficiente. Por termos uma das maiores áreas territoriais, levando-se em consideração as longas distancias, as operações em apoio emergencial a algumas cidades demanda espera média de duas horas, sem considerar o alto custo e desfalque de PMS em outras áreas de atuação.

Na sede  4ª RPM-Fron o 2º BPM-Chapecó atende a cidade e outros 40 municípios. Por isso, atendendo ao compromisso do nosso Governo com  o Governo Federal planejamos e nos adequamos aos objetivos do Plano Estratégico de Fronteiras, com a redistribuição de área, pela NECESSÁRIA E URGENTE CRIAÇÃO/ATIVAÇÃO DE TRÊS OPMS em nível Guarnição Especial:

1 – Guarnição Especial EFAPI – jurisdição em 18 municípios;

2 – Guarnição Especial XANXERÊ – jurisdição em 23 municípios e,

3 – Guarnição Especial SÃO LOURENÇO DO OESTE – jurisdição em 10 municípios.

Com o redimensionamento,  a sede do 2º Batalhão em Chapecó atenderia somente a CIDADE DE CHAPECÓ.

Também é compromisso do Estado após a criação das OPMs, empregar e lotar os efetivos devidamente capacitados nas Guarnições Especiais e Batalhões integrantes da 4ª Região de Polícia Militar localizados na faixa de fronteira.

Posso garantir que até o presente momento não houve interesse daqueles que poderiam viabilizar o projeto, garantindo maior segurança ao povo dos 54 municípios, jurisdição da 4ª Região de Polícia Militar de Fronteira.

PÓS-CRIME – A resposta ao crime de roubo

postado por Edivar Bedin em 30/06/2014
Planilha

Roubos 8.BPM Joinville 2001 a Julho 2011

Dia 28 de Junho de 2014 (anteontem) um Jornal de uma grande rede, com circulação regional publicou que o programa da Polícia Militar reacende discussões sobre a competência das Polícias, embora reconheça seus benefícios. O debate pretendido é a discussão da “legalidade” do serviço prestado, pelo Pós-Crime. A criminalidade e a violência crescem encorajadas pela impunidade e, as vítimas desamparadas em seus choros inúteis, recolhem-se, a clamar por justiça. A sociedade em suas manifestações demonstradas nas pesquisas de Governos, EXIGEM SEGURANÇA, cabe ao Estado atender.

Se um ladrão entrar na casa de alguém, a vítima,  presumidamente DESARMADA terá, depois que o ladrão se for, de ser atendida só por UMA POLÍCIA ESPECÍFICA? Ninguém mais pode tentar identificar os ladrões por meio de descrições e sair imediatamente em sua perseguição, até pegá-lo?  É como se o cidadão só pudesse ser salvo em caso de afogamento na praia, pelo salva-vidas. Como se o incêndio só pudesse ser apagado pelos Bombeiros e, se vítimas de acidentes de carro só pudessem ser socorridas por médicos do SAMU.

Ao atender a ocorrência logo após o crime, com informações que identifiquem o ladrão, a  guarnição PM do Pós-Crime inicia as buscas, só parando quando detiverem o ladrão e o entregarem na DP, juntamente com a vítima.

Não há investigação, não há perícia e a ÚNICA POLÍCIA que dá resposta em caso de roubo ao pedido de socorro é a PM.

A Planilha acima representa a eficiência do Serviço Pós-Crime para a diminuição dos crimes de roubo. O serviço Foi criado por mim em Julho de 2007 exclusivamente para a área do Batalhão que eu comandava, na cidade de Joinville, exclusivamente para combater o crime de roubo, identificando e expondo os ladrões.

Em pouco mais de seis meses, no início de 2008, as ocorrências (roubo em residência) foram reduzidas em média, a duas por mês.

O roubo em Estabelecimentos Comerciais em 2005 chegou a 800 por ano. A média mensal era de 46 roubos/mês.

Atualmente a média anual é em torno de 280 e a média mensal, 22 por mês.

Os resultados demonstram o ano de 2010 com menor índice em dez anos. Um recorde estabelecido. A cidade foi considerada mais segura comparativamente com outras médias e pequenas do Estado. Comandei o Oitavo por quatro anos. Houve nesse período redução de efetivo de 617  para 354 Policiais Militares e, mesmo assim, a redução foi de 62,2% nos roubos a estabelecimentos comerciais e de 72,5% a residências.

No país onde a criminalidade e a violência se alastram ceifando vidas de pessoas, de famílias, consternando comunidades inteiras; onde a sensação de insegurança aumenta ainda mais pela impunidade; onde o povo não pode armar-se para a sua defesa; onde os bandidos tem serviços de plantão em órgãos governamentais, entidades  e associações; o que esperar? o que dizer?

O que esperar de um país onde o crime compensa? Continuar Lendo »

Democracia. Justiça, sem justiçamento!

postado por Edivar Bedin em 29/07/2012

Creio, que somos humanos por nossa capacidade de sentir compaixão pelo sofrimento alheio. Creio, que, ao contrário, quando não mais sentirmos compaixão ou piedade pelo sofrimento alheio, somos dispensáveis e, portanto, desprovidos de razão para a existência.

Creio, que a figura da divindade, associada ao amor e a compaixão incondicional, é, no sentido figurativo, a DEMOCRACIA.

Democracia, é a liberdade de associação, de expressão, sem privilégios de classe, sem distinções e preconceitos. É JUSTIÇA sem justiçamento. É tratar diferentemente os desiguais. É punir os culpados e absolver os não culpados, já que quem comete crime não é inocente.

Sou Policial Militar por vocação, a mais de trinta anos. Estou em fim de carreira. Dediquei esse tempo à minha profissão, mantive a  integridade ética e moral, trabalhei incansavelmente pois tenho quase todos meses que correspondem a licença-especial e nunca gozei, na integralidade, as férias.

Acredito que o funcionário público, se usar toda capacidade, o poder, que o estado lhe empresta, poderá mudar situações desfavoráveis e melhorar o ambiente em que se insere. Assim, enquanto Comandante de Batalhão em Joinville, ao concluir que o crime de roubo causa grande sofrimento às vítimas, que tem em si três violências embutidas, física, material e psicológica, decidi mudar o panorama. Decidi que as vítimas teriam atenção especial e criei o PÓS-CRIME – http://is.gd/wCqSNc – Resultado: Atingimos o recorde de menor índice de roubos, em dez anos. VIDEO com matéria: http://is.gd/6OMrnM –  No mesmo período em todas as cidades essa modalidade de crime só aumentou.

Em Joinville os mais agradecidos foram os Lojistas representados pela CDL – VÍDEO com matéria: http://is.gd/gqJDvW

Pouco mais de trezentos policiais militares para uma cidade com quase seiscentos mil habitantes fizeram a diferença, dedicaram-se, muito alem do que era sua obrigação, foram incansáveis. Tornaram-se o braço forte que protege o cidadão.

Mas, se meia dúzia deles cometesse um erro, seria justo culpar a todos? Seria justo condenar o COMANDANTE?

Tudo isso é para que você leia o que escreveu Reinaldo Azevedo em seu Blog: Polícia de SP enfrenta seu pior inimigo: a ideologia vagabunda. Continuar Lendo »

“Tenho alguma coisa com a natureza, porque onde eu furo eu acho.” – Pai inteligente, filho esnobe

postado por Edivar Bedin em 23/05/2012

Tem coisas que parecem inexplicáveis, pelos menos para mim… como o ex-marido da Luma se tornou o homem mais rico do Brasil, em tão pouco tempo?  Tem algum segredo ai, que não pode ser revelado aos simples, IGNORANTES mortais, nós? Continuar Lendo »

Bonnie Tyler e a ESPERANÇA

postado por Edivar Bedin em 31/12/2011

Pontualmente 02:45 horas, perdi o sono, até que eu tentei, tampouco adiantou exercício de relaxamento, concentração, que nada! Liguei o notebook, coloquei fone de ouvido, procurei na biblioteca de músicas pela Bonnie Tyler, e mandei ela cantar (no modo “repetir”) It’s A Heartache. Pelo menos, deu vontade de escrever. Sobre o assunto não consegui pensar em nada. De acordo com ela, a Bonnie – já estamos íntimos, na trigésima repetição – devo falar de ESPERANÇA. Continuar Lendo »

DESTINO?

postado por Edivar Bedin em 10/09/2011

   Depois da passagem de Comando do 8º BPM, das homenagens e despedidas, chegou o dia marcado para a assunção de Comando da 4ª.Região de Policia Militar, no dia 09 de Setembro de 2011, às 17:00 horas, no quartel do 2º.BPM em Chapecó.

Com meus familiares, decidimos que no dia 08 de Setembro iríamos de avião e voltaríamos no dia seguinte ao da posse. Na data marcada, estávamos com passagem aérea para o Voo: 6173 de Florianópolis  para   Chapecó com saída prevista para 23:15h. Chovia muito.

   A Defesa Civil anunciava situação de calamidade e emergência em várias cidades. Muitos trechos nas rodovias estavam sob a água,  milhares de pessoas desabrigadas. Neste clima, enquanto esperávamos na sala de embarque do aeroporto Hercílio Luz, aguardando a chamada, veio ao meu encontro um cidadão chamando-me pelo nome. Como não o reconheci ele se apresentou:  “EU CAÍ DE AVIÃO CONTIGO“.

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HOMENAGEM NA CAMARA DE VEREADORES – 23 de Agosto 2011

postado por Edivar Bedin em 08/09/2011

Após quatro anos e cinco meses no Comando do 8º Batalhão de Polícia Militar, de Joinville, no  dia 18 de Setembro, em solenidade,  passei o Comando.

No dia 23 de Setembro às 17:30h fui homenageado  pela CVJ – Câmara de Vereadores de Joinville e,  por órgãos de representação, entidades e sociedade Civil organizada.

FAMJO – Federação de Associação de Moradores de Joinville – Pres. Luiz Castanha

ACIJ – Associação Comercial e Industrial de Joinville – Pres. Udo Döhler

CDL – Clube dos Diretores Lojistas – Pres. Carlos Grendene

ACOMAC – Associação dos Comerciantes de Material de Construção – Pres. Vilmar José Steil

COMAM – Conselho Municipal das Associações de Moradores – Pres. Jairo José de Almeida

ACONSEG – Associação dos Conselhos de Segurança – Pres. Thiago Luiz  Beltrame

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Passagem de Comando – Fim de um ciclo

postado por Edivar Bedin em 27/08/2011

     No dia 18 de Agosto o tempo amanheceu nublado em Joinville. Parecia ser mais um dia, rotina, no Quartel do 8.Batalhão de Polícia Militar. Não era. No pátio, dois conjuntos de três fuzis em sarilho, ornamentados com flores e, ao lado do palanque oficial duas grandes coberturas, com centenas de cadeiras, anunciavam um evento importante: MEU ÚLTIMO DIA COMO COMANDANTE DO “OITAVO”. Continuar Lendo »

KOAKSIL – Droga que DISSOLVE o CORPO

postado por Edivar Bedin em 05/07/2011

Parece enredo de filme. Por uma causa qualquer, cientistas a serviço de um magnata doido, inventam drogas para exterminar a humanidade. A  épica luta do BEM contra o MAL.

Eu não  imaginava que pudesse existir uma droga que dissolvesse  a carne, deixando os ossos aparentes, tampouco, que alguém a usasse. As pessoas e a droga existem.  É como uma linha de produção: Inicia com a MACONHA, COCAÍNA, CRACK, OXI  termina com KOAKSIL. Resultado: ZUMBIS. Pessoas  se decompondo, vivas. Vídeo (links no final) mostra claramente os danos. São imagens fortes, porém, acredito que pior é desconhecer o estrago que a droga faz. Recomendo a leitura TOTAL do texto para saber o início, a evolução, e a compreender o que nos espera no futuro, BEM PRÓXIMO. Continuar Lendo »

POR LEI o Brasil é o país da IMPUNIDADE

postado por Edivar Bedin em 10/06/2011

Não deu, era para passar despercebido, não consegui ficar indiferente. Eu, que me considero o “maior enxugador de gelo” de Joinville, fiquei arrepiado, de raiva, decepção e finalmente, decepcionado.

Não gosto de “copiar e colar”, mas, o trecho abaixo é integralmente feito por esse método. Não consigo, por enquanto, pensar em algo melhor. Dá para entender, o suficiente. LEIA COM ATENÇÃO HÁ MUITO EM JOGO, NESSE JOGO E, NÓS JÁ PERDEMOS.

Com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no país” – Des. Fausto de Sanctis Continuar Lendo »

PROMOÇÃO NA PMSC

postado por Edivar Bedin em 04/05/2011

O post abaixo foi atualizado. Publicado no mês de Abril de 2010.

A carreira policial militar é fascinante, porém, ao final torna-se frustrante quando se trata da promoção ao último posto: Coronel. Continuar Lendo »

Tsunami no Japão, Chuvarada no Brasil

postado por Edivar Bedin em 12/03/2011

Hoje, dia 11 de março de 2011, de repente, como devem ser as tragédias, o mundo foi surpreendido com uma notícia:

“Forte terremoto provoca tsunami e mata centenas no Japão – Terremoto de 8,9 graus de magnitude – o maior da história do país – provoca destruição em dezenas de cidades e vilarejos”

(…) “De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior terremoto  registrado no Japão, o sétimo maior desde que os abalos começaram a ser listados e o quinto maior desde 1900. O tremor ocorreu às 14h46 do horário local (2h46 de Brasília) e teve epicentro no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Na quarta-feira, um tremor de 7,3 foi registrado na mesma área. O tremor foi 8 mil vezes mais forte do que o abalo que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, no mês passado, disseram cientistas.” (…) (Fonte: http://is.gd/33KQVt)

Foi no JAPÃO, ainda bem. Afinal, o Japão é o país mais desenvolvido e ao mesmo tempo, preparado, para eventos dessa natureza, literalmente. Apesar da destruição, milhares de vidas foram salvas a tempo. E se tivesse ocorrido num país atrasado e despreparado como o Brasil? O MUNDO inteiro estaria de luto pelas dezenas de milhares de mortos. Chamaria à atenção, a quantidade imensa de mortos. Continuar Lendo »

REUNIÃO NO COMANDO GERAL SOBRE CONVÊNIO DE TRÂNSITO

postado por Edivar Bedin em 02/03/2011

Manifestei na mensagem anterior o MEU ponto de vista a respeito da atuação dos Agentes de Trânsito (CONURB), em ações que denominamos BLITZE (Operações) de trânsito. Não admitimos abusos de quem quer que seja contra o Direito e à dignidade das pessoas. As operações são necessárias, porém, dentro dos limites da Lei. Continuar Lendo »

Agentes de Trânsito – Ações legais ou ilegais?

postado por Edivar Bedin em 23/02/2011

As opiniões que manifestei no twitter e na imprensa, a respeito da atuação da CONURB por intermédio dos agentes de trânsito, não se trata de “mera” opinião pessoal. Tampouco tem origem por discordância ou desentendimento a respeito da partilha dos valores arrecadados. Continuar Lendo »

Prêmio Mérito Lojista CDL Joinville

postado por Edivar Bedin em 09/02/2011

Recebi ontem (08/02/2011), com muita honra, o prêmio Mérito Lojista da CDL Joinville. Seguem abaixo as matérias veiculadas no Jornal do Meio-dia e no programa Tribuna do Povo, ambas da RIC SC.

Jornal do Meio-dia

Programa Tribuna do Povo

Jornal do Almoço RBS Joinville – Setor de Pós-Crime do 8º BPM e o recorde com o menor índice de roubos em dez anos. 18/01/2011

postado por Edivar Bedin em 18/01/2011

Jornal do Almoço RBS Joinville – matéria sobre o setor de Pós-crime do 8º Batalhão de Polícia Militar. recorde na diminuição de roubos, em dez anos. – Veículada no dia 18/01/2011.

Fonte: http://8bpmsc.inf.br/portal

SEGURANÇA INTERATIVA

postado por Edivar Bedin em 10/01/2011
Em maio de 1995, após palestra sobre o Sistema Qualidade Total, realizada na Associação Comercial e Industrial de Xanxerê (ACIX) proferida pelo Prof. Faustino Vicente, Presidente da Associação Anhanguera, de Campinas SP.
Depois da palestra indaguei a ele sobre a possibilidade de implantação do Sistema, no Quartel sob meu comando. O professor afirmou ser impossível, pois nunca ouvira falar de que em algum Estado, no serviço público fosse implantado o Sistema de Qualidade Total.
Disse também, que não acreditava ser possível, pelas características da prestação dos serviços pelo Estado. Continuar Lendo »

O início da Carreira

postado por Edivar Bedin em 10/01/2011
Em 1984 após a Operação Veraneio, como Aspirante a Oficial, fui transferido de Florianópolis para o 2º. Batalhão, em Chapecó.
Havia como hoje, poucos Oficiais. Desempenhei função de Comando do Corpo de Bombeiros, Comandante da 3ª. Companhia (sede) e Chefe da P2, simultaneamente.
Foi uma época difícil. Havia conflitos entre índios e colonos, na Sede Trentin, com constantes enfrentamentos. Fiquei 117 dias, em Comando de um Pelotão, de controle de acesso à área de conflito. Nosso Quartel era uma barraca. Quando fui substituído, a barraca estava quase totalmente podre.
Havia também, o recém-criado Movimento Sem-Terra (MST) – um dos criadores o Bispo Dom José Gomes da diocese de Chapecó – que com suas constantemente ocupações, nos envolviam, para a “reintegração de posse”. Em sua maioria, todas com enfrentamentos, feridos e até mortes. (Farei um tópico à parte)
Em 28 de agosto de 1987 foi criado/ativado o 2º Pelotão de Polícia Militar na cidade de Xanxerê. O Pelotão tinha área de Jurisdição envolvendo 08 municípios da região. A sede do Pelotão era a mesma, onde ficava o Destacamento, comandado por Sargento, na Rua “Tenente Antônio João”. O quartel era uma casa pequena, de madeira, com três cômodos, alugada, e a tropa, vinte e dois Policiais Militares para uma cidade com 35.000 hab.
Eu estava no Posto de 1º. Tenente e fui designado para comandá-lo. Relutei, pois, estava cursando a faculdade de Direito na UNOESC e seria um transtorno.
Não teve jeito. Fui, na marra.
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É real ou imaginário? continuidade, conseqüência?

postado por Edivar Bedin em 31/12/2010

(Eu sempre quis filosofar)
31 de Dezembro deveria ser o último dia do ano, pois, às 00:00 iniciamos o ano de 2011.
Não é bem assim. Ou é?
Por mais que o nosso imaginário, tradições, crenças e vontades nos levem a acreditar nisso, não há fim nem começo ou recomeço. Não há hoje, ontem ou amanhã. Desde que nascemos o que fazemos, fizemos ou faremos, depende de nós e das circunstâncias do momento. Existe o momento, o resto é tudo continuidade e conseqüências.
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A ONDA DE ASSALTOS EM FLORIANÓPOLIS

postado por Edivar Bedin em 11/11/2010

Bastou a Capital catarinense virar alvo fácil de ladrões, para expor os problemas que envolvem a Segurança Pública e suas políticas de enfrentamento do crime.

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COMO DIMINUIR O CRIME DE ROUBO

postado por Edivar Bedin em 01/11/2010

Em meados de abril de 2007 ao assumir o Comando do 8º Batalhão de Polícia Militar, em Joinville, iniciei as atividades fazendo um diagnóstico da criminalidade. As manchetes nos jornais noticiavam, com frequência, o aumento do número de Homicídios e de roubos que, em sua maioria ocorriam na zona norte de Joinville.  Ouvindo as reclamações, percebi ser o crime de roubo o mais temido dos crimes.

O roubo é planejado, tem invasão de domicílio, agressões ou grave ameaça, deixa sequelas e traumas psicológicos nas vítimas.

Com toda a complexidade que envolve o crime de roubo, ainda assim é um crime que o Estado não dá respostas adequadas. Muitas vítimas sequer têm o seu clamor atendido para o simples registro da Ocorrência.

Por concepção pessoal, para dar uma pronta resposta às vítimas e para consolidar o processo de planejamento, padronizando e disponibilizando em tempo hábil as informações a respeito dos crimes havidos, e ainda, com o fito de orientar constantemente a aplicação do policiamento, criei, em 03 de Julho de 2007 para a área do 8º. Batalhão de Joinville, o que foi denominado de Serviço Pós-Crime.

O Pós-Crime pelo que se sabe, não existe em nenhuma outra cidade ou Estado. É único. Continuar Lendo »

ROUBAR SIM, DESISTIR NUNCA

postado por Edivar Bedin em 07/10/2010

Em menos de 15 dias a Polícia Militar prendeu integrantes da mesma quadrilha em situações diferentes. A primeira vez que o bando foi detido foi no dia 16 de setembro no Bairro Comasa, na ocasião, depois de uma discussão com a amásia de um dos criminosos, esta repassou informações que levaram a prisão de três maiores e apreensão de um menor de 15 anos. Com o bando foi encontrada uma réplica de uma pistola .45, R$ 718,00 em espécie e roupas roubadas.

O Pós-crime (8.BPM) em contato com as vítimas de roubos a estabelecimentos comerciais, ocorridos durante o mês de Setembro, identificou os ladrões, que foram reconhecidos em 05 roubos:
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Comerciais em canais de TV por assinatura

postado por Edivar Bedin em 25/09/2010

Quem contrata os serviços de Tv por assinatura, paga para fugir dos longos e nada criativos intervalos comerciais; paga pelo serviço para ter acesso à variedade de conteúdos produzidos em várias partes do mundo. Quer ver filmes e seriados sem interrupção constante dos comerciais, esse é o principal diferencial.
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O CRIME DE FURTO E DE ROUBO EM RESIDÊNCIAS E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS – Algumas breves considerações

postado por Edivar Bedin em 23/08/2010

Em meados de Maio de 2007 quando assumi o Comando do 8° Batalhão de Polícia Militar, procurei identificar todas as peculiaridades da cidade, em especial a região que compunha a jurisdição do Batalhão.

Havia recursos, porém eram mal empregados. As viaturas estavam sucateadas por falta de manutenção, o efetivo estava desmotivado e não havia Planos de ações.
O levantamento inicial demonstrou que o crime de roubo era o mais freqüente. Havia quase setenta por mês. O que mais incomodava o cidadão era o crime de roubo em residência e em estabelecimentos comerciais.
Estabeleci então, a prioridade do meu Comando: o combate ao crime de roubo.
Foram feitos levantamentos de todas as variantes que envolvem este tipo de crime, estabelecendo critérios e, finalmente, identificando (por fotos) todos os ladrões em nossa área. O resultado desse estudo e planejamento culminou com a criação de um atendimento às vítimas de roubo – só existe na área do 8º. Batalhão de Polícia Militar – o PÓS-CRIME.
Desses (quase) quatro anos à frente do PÓS-CRIME estudando as muitas variantes que envolvem o crime de roubo, extraio e repasso algumas observações e sugestões, que espero sejam úteis: Continuar Lendo »

AS ELEIÇÕES E A SEGURANÇA PÚBLICA

postado por Edivar Bedin em 17/08/2010

É no período eleitoral, por meio dos candidatos, que vemos exposto o potencial humano de enganar aos seus semelhantes.

Alguns candidatos sequer sabem do que estão falando, quando se referem aos programas para resolver as questões que envolvem a Segurança Pública. A solução, segundo eles, está em aparelhar, investir em equipamentos, valorizar as categorias e implementar programas. Citam o tolerância zero – mundialmente conhecido após a experiência de combate à criminalidade implementada na cidade de Nova Iorque, a partir de 1993, pelo prefeito republicano Rudolph Giuliani e pelo Chefe do Departamento de Polícia local, Bill Bratton.- E os programas brasileiros, Polícia Comunitária e as recém criadas Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro.
Esses Programas são resultado de um bem elaborado trabalho de marketing visando dar uma resposta qualquer, com muita visibilidade, porém, tem pouco ou nenhum efeito prático na redução da criminalidade e da violência. Proximidade é a palavra-chave utilizada.
A Polícia deve estar próxima, sim, do bandido; perto dos locais em que ele age ou pretende agir. Mas para que isso ocorra é preciso saber quem é ele, identificar, conhecer suas táticas, com quem anda, onde mora etc. Continuar Lendo »

CRACK: UMA EPIDEMIA

postado por Edivar Bedin em 20/07/2010

O CRACK: Surgiu no início da década de 80, como uma jogada dos narcotraficantes para democratizar o uso da cocaína que por seu alto custo, impedia o acesso das classes sociais mais baixas. Por isso não é uma droga nova, é uma nova via de administração da cocaína. É um subproduto que resulta em pequenos grãos, é fumado em cachimbos. Contem menos cocaína em sua elaboração, porém, tem efeito semelhante e tão potente quanto ao de cocaína injetada. O efeito dura menos do que a cocaína inalada, é mais potente e o efeito inicia mais rápida e intensamente. O crack começou a ser usado em meados de 1990, na periferia de São Paulo e em menos de dois anos, alastrou-se pelo Brasil.

Ao ser inalado leva de 10 a 15 segundos para chegar ao cérebro e produzir efeito: euforia, indiferença à dor, à fome, ao sono, ao cansaço. O efeito dura de 3 a 10 minutos, muito pouco. Não precisa mais do que três ou quatro cachimbadas para tornar-se um dependente, viciado.
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CUSPARADA NA CARA

postado por Edivar Bedin em 11/07/2010

Hoje é domingo, final da copa do mundo. Holanda e Espanha disputam a final. Fiquei impressionado com o que li, a respeito de uma agressão sofrida pelo Rodrigo Santos, locutor de uma rádio de Brusque. Foi no final do jogo JEC X Brusque, ontem. Tal delfinzinho da FCF com mais três amigos, invadiu a sala de imprensa e agrediu o repórter, que foi hospitalizado.
Aparenta ser um ato de covardia, simples. Mas não é. O agressor já foi preso de maio de 2007 a junho de 2008, por tráfico de drogas.
Porque uma pessoa com esses antecedentes ainda está solta? Pelo mesmo motivo que centenas de outros também não estão presos:
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As Lições do meu INFARTO

postado por Edivar Bedin em 02/07/2010

Considerando que a boa intenção serve de motivação, repasso a minha experiência com INFARTO – causado por ESTRESSE (stress). Esse tipo de infarto não discrimina. É PARA TODOS NÓS, estressados. Muitos descrevem as sensações como, dor aguda no peito que se espalha pelas costas, amortecimento do braço e que, logo depois vem o desmaio etc.  Por experiência própria e, no meu caso: A dor no peito não foi TÃO aguda no início, nem se espalhou pelo braço, costas… nem fiquei inconsciente, ao contrário. O desconforto manteve minha atenção. Como eu disse – no meu caso –  parecia indigestão. 
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O Governador e a legalização do bico

postado por Edivar Bedin em 01/05/2010

O Governador anunciou que pretende legalizar o bico dos Policiais (atividade extra, normalmente feita em horário de folga). Os Policiais Militares não podem exercer outras atividades que não seja o magistério. Tampouco ter empresa própria ou associar-se a uma.

O BICO: Na segurança pública, os policiais são procurados por empresas, para serviços (bicos) de segurança eventual, escoltar pessoas, cobranças etc. Atualmente, o policial faz bico (clandestino) normalmente à noite, durante o período que teria de folga, depois do seu turno de serviço.

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Círculo cruel

postado por Edivar Bedin em 30/04/2010

Nos Jornais de hoje a manchete: Ex-detenta ao obter liberdade condicional, deixa o bebê na prisão – Andrea R. B. F. de O., 30 anos, cumpria pena de cinco anos por roubo. O bebê, de cinco meses, nasceu no presídio. Ela tem mais quatro filhos, longe da família. O pai do bebê cumpre pena no presídio por furto.

As mães, por natureza, literalmente, dão a vida por seus filhos. É o instinto básico que proporcionou a sobrevivência do ser humano como espécie. Ela estava presa por roubo. Significa que agiu com violência ou grave ameaça, para obter coisa alheia para si.
Este é o ponto. Em algum momento, ao ser atacado por uma mulher com essa caracteristica, pode-se esperar um pouco sequer, de misericórdia ou piedade? O roubo por si só, não me canso de repetir, tem três violencias embutidas: violência física (agredir, subjugar, humilhar), material e, o trauma psicológico que dura anos.
Quem comete crime de roubo tem que ser cruel.
O ladrão é reincidente; o crime para ele é como uma droga, vicia.
No presídio os presos tem direito a TV, lazer, comida, roupa lavada, sexo, e agora, a VOTAR.
Conclusão – Ela vai cometer mais roubos, poderá ser presa, vai ter mais filhos, sairá novamente em liberdade e nós? – que se f…nós todos.

A PMSC e as PROMOÇÕES

postado por Edivar Bedin em 29/04/2010

A carreira policial militar é fascinante, porém, ao final torna-se frustrante quando se trata da promoção ao último posto: Coronel.

A pré-seleção dos candidatos ocorre na Comissão de Promoção de Oficiais.  A Comissão vota em sistema de pontuação, e encaminha em lista ao Exmo Sr Governador, que escolhe (da listagem) os Oficiais para a Promoção. Em muitos casos o Governador segue orientação do Comandante-Geral e do Secretário de Segurança.
Porém, às vezes baseia a sua escolha em indicações. (Não considero errado, pois, tratando-se de escolha quanto mais informações tiverem, melhor decidirão).

A revista VEJA é uma porcaria, parcial e tendenciosa

postado por Edivar Bedin em 02/04/2010

O espaço Cartas do leitor da revista Veja, em vez de ser um espaço para participação e interação efetiva, concentrando ali a presumível pluralidade e também as divergências de opinião, ao contrário, é utilizado como um instrumento para legitimar opiniões dos articulistas e a linha política do editorial e, da própria publicação.
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Um duplo atentado – à PAZ no campo

postado por Edivar Bedin em 26/03/2010

Eu havia postado outro texto. Fiz algumas modificações, fui um pouco mais contundente e objetivo. Encaminhei para a Editora Abril – revista VEJA – solicitei que publicassem, preferencialmente, sem alterar o conteúdo. Compartilho abaixo, com você o pensamento (minha teoria). No final do meu texto tem o link para a origem da minha indignação. Dê-me a sua opinião a respeito. Agradeço.

Inconformado, quase não acreditei no que lia, principalmente porque seu autor é o respeitável senhor Maílson da Nóbrega. Sou Oficial da Policial Militar de Santa Catarina e acredito que a paz é possível.

Eu já tinha ouvido falar que o eletrocardiograma de economistas e banqueiros é uma linha reta, agora, pude comprovar….
Desde que surgiram os conflitos agrários, a cada Mandado de Reintegração de Posse cumprido, com emprego de força, do aparato policial, ocorrem muitas vítimas; às vezes em tal quantidade que viram “massacre”.
A recomendação formal pela busca da Conciliação, contida no 3º. PNDH não é novidade. Em 2001 quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Ouvidoria agrária Nacional, com a colaboração de um grupo denominado de “Comissão Nacional de Prevenção de Tensões e conflitos Sociais no Campo” lançou uma cartilha denominada: “Termo de Referência de Atuação em Tensões e conflitos sociais no Campo”. Estava lá, a mesma recomendação.
O senhor Maílson referiu-se à mesma recomendação, contida no Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (3º. PNDH) classificando-a como, um amontoado de idéias autoritárias, um duplo atentado ao direito de propriedade, pois, se aceita como natural a invasão de imóveis rurais e urbanos. Que viola a independência dos juízes, que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Ele atribuiu à mediação de conflitos uma intimidação ao magistrado, vinculou a sentença à audiência coletiva. E definiu: (…) violação da independência dos Juízes que não mais poderiam emitir liminares determinando a desocupação.
Equivocou-se o senhor Maílson nas suas interpretações, por que: “Se” a invasão é aceita como natural, não haveria o conflitos. E, não existe a menor chance de um Juiz ser “impedido” de emitir liminar. Experimente, por qualquer meio, e sentirá o “Poder” da Justiça.

A Fábula dos porcos assados

postado por Edivar Bedin em 17/01/2010

A “Fábula dos porcos assados” é sempre atual. Não sei quem é o autor. Para quem ainda não leu, aproveite.

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada.
A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque… até que descobriram um novo método.
Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo.
Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parciamente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quando mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas.

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários, conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o nelhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências. Continuar Lendo »